Vivendo um Horror


30 de Outubro de 2013.
23:47

Eu estava finalizando as creepypastas especiais do dia das bruxas, programando a hora em que seriam publicadas automaticamente. Como sempre, estava sozinho em casa, luzes apagadas, apenas o brilho do monitor e um pouco da luz da rua que vinha pela janela atrás de mim clareavam o meu quarto. 

- Pronto, finalmente terminei. - disse a mim mesmo. 

Deitei em minha cama, chutando as roupas de cima dela para os cantos e me ajeitei confortavelmente. Todavia eu deixava o meu notebook ligado, mas dentro de 5 minutos ele desligava o monitor, me deixando em quase completa escuridão. A página aberta ainda era a de meu blog, a música de fundo tocava tão baixa que eu quase não podia ouvir. Cansado e sonolento, peguei no sono. 

- Shiii...

Uma luz batia em meu rosto, era meu notebook. Eu me sentei e estiquei o pescoço para ver, a página era a mesma, e as horas, eram 3:00 da manhã do dia 31 de Outubro de 2013. 

- Mas porquê essa caceta ligou o monitor? Disse em voz alta, como se tivesse alguém ali para me ouvir. 

BAAMM

...e realmente havia...

Uma forte batida na janela atrás de mim me fez pular para fora da cama, meu coração acelerou e instantaneamente olhei para a janela.

- Mas quê porra é essa!?

Eu não conseguia ver quem era, estava muito escuro, levantei fui até a parede e pressionei o interruptor, para minha surpresa a luz não acendeu - talvez seja por isso que o notebook ligou a tela. Irritado pelo susto que levei, peguei de debaixo da minha cama um taco de basebol o qual comprei há anos atrás afim de aprender a jogar esta merda na escola. A pessoa ainda estava parada em minha janela.

- Quem é você? - não respondeu. 

- Fala cacete! Quem diabos é você?! - nenhuma resposta.

Fiquei mais irritado, saí de meu quarto, abri a porta da sala e fui para fora de casa, estava chovendo. Fui em direção a janela de meu quarto, mas não havia nada lá. Eu olhei ao redor e gritei. 

- Aparece filho da puta! 

-- Eu não devia ter dito aquilo, não devia nem mesmo ter saído para fora de casa. --

Aquilo de alguma forma estava do meu lado e eu não tinha percebido, talvez pela escuridão ou sonolência, até mesmo pelas gotas de chuva que caiam em meus olhos. Novamente, gelei, a criatura (chamarei assim por enquanto, nem mesmo eu sei o que aquilo é) levou sua mão sobre minha testa e, antes que encostasse em mim, acertei-o uma bastãozada, ele afastou-se para traz com o impacto e eu corri para entrar novamente em minha casa. A porta estava fechada. Não pude acreditar naquilo, como poderia estar fechada? Eu me virei para ver onde estava a criatura e foi então que meu desespero aumentou, haviam 3 ou 4 deles vindo em minha direção, eu não consegui ver direito mas, um deles parecia estar segurando a cabeça de uma pessoa em mãos. Aquilo tudo foi horrivel para mim, me desesperei e corri em direção a rua, apenas para sentir minhas pernas tremerem ainda mais. A rua estava cheia daquelas criaturas, haviam corpos estraçalhados por toda parte, o cheiro do sangue, a fraca luz dos postes fazendo brilhar as gotas de água na maça preta que eram aquelas criaturas. Eu corri, corri sem parar, acertando as criaturas que apareciam em minha frente e lutando para desviar dos corpos que estavam no chão. Me joguei em meio a uma área cheia de mato que, mais distante, levava a um imenso bosque.

Eu não tive coragem de olhar para traz afim de saber se estavam me seguindo ou não, o meu desespero era tanto que não pude parar de correr por um bom tempo. Os arbustos e galhos de pequenas árvores me cortaram, minhas pernas, braços e rosto ardendo com os pequenos cortes, minha respiração ofegante, eu estava chegando no meu limite... Eu parei para respirar, precisava de um tempo para entender tudo aquilo que estava acontecendo... 


- Shiii... Você não devia ter parado... - disse uma voz horripilante.

Naquela noite, eu morri.

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